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Bebê nasce com mecha branca rara e faz sucesso no hospital e na web

A menina virou a grande sensação do hospital em Vitória e ganhou as redes sociais.

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Síndrome que fez com que a pequena Hellen Sophia nascesse com mecha branca é hereditária

Imagem: Divugalção/Pro-Matre

Na última terça-feira (22), todos olhares na maternidade do Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Vitória eram para a pequena Hellen Sophia. Pesando 3,75 quilos e medindo 48 centímetros, a menina tem uma condição genética rara que fez com que ela nascesse com uma "franjinha" branca. A síndrome chamada piebaldismo é hereditária: o pai dela tem a mesma mancha nas sobrancelhas.

A menina virou a grande sensação do hospital em Vitória e ganhou as redes sociais.

"Ela já nasceu famosa. É bom que as pessoas entendam mais sobre a síndrome. Que não é doença, assim a gente não fica constrangido. Antes de ela nascer, a mãe ficava dizendo, 'ah, bem que ela poderia ter alguma mecha também. A gente estava muito na expectativa pela vinda da Hellen Sophia. Ainda mais que é nossa primeira filha", contou o pai orgulhoso, Carlos Vinícius Ferreira da Costa, 26.

A condição de pai e filha afeta a produção de melanina, pigmento que dá cor à pele, e pode aparecer em diversas partes do corpo, principalmente, nas pernas, braços e couro cabeludo. Na maioria dos casos, as mechas brancas surgem na testa e seguem durante toda a vida.

"Na escola, me chamavam de vovô, eu não ligava muito. Isso é de família. Entre meus três irmãos homens, eu sou o único que tem essas partes brancas. Mas meu pai e avô tinham também. Além do meu tio-avô. Há seis meses, ganhei uma irmãzinha, a Isadora, e ela também tem", conta Carlos Vinícius.

A dermatologista Flávia Schueler explica que o piebaldismo é conhecido por albinismo parcial. É diferente do vitiligo, porque as manchas são desde o nascimento e estáveis.

A síndrome é raríssima e não traz problemas para a saúde. "É uma condição genética, relacionada com um defeito congênito na pigmentação da pele ou do couro cabeludo. Nunca envolve outro órgão. Os cabelos ou pelos crescem normalmente, mas sem pigmento, sem cor. Essas 'manchas' e mechas não se espalham e seguem iguais com o passar do tempo", explica.

A médica reforça que é preciso tomar determinados cuidados, "a recomendação de proteção com uso de filtros solares, chapéus, viseiras e bonés é para todos. Entretanto, portadores da síndrome de piebaldismo devem redobrar a atenção, são pessoas que não possuem melanócitos nas áreas, portanto ficam mais sujeitos a doenças como câncer de pele".

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