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Racismo e discurso de ódio motivam ataque terrorista na Nova Zelândia

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Registros na internet e inscrições na arma usada para atirar e matar dezenas de pessoas em duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, caracterizam o ataque como terrorismo de extrema-direita, motivado por xenofobia, discurso de ódio e islamofobia.

Em fotos postadas pelo homem que reivindica o ataque em redes sociais, é possível ler o nome de diversas lideranças ligadas a organizações e ideologias de extrema-direita.

Em uma delas, é possível ler a inscrição "14s", uma menção conhecida entre grupos de extrema-direita. Quatorze é o número de palavras do que é considerado um "discurso fundador" para os supremacistas brancos, de autoria de David Lane, ex-membro da Ku Klux Klan e fundador de uma organização racista dos EUA chamada The Order (A Ordem), responsável por vários ataques no país.

Lane, que foi preso por conspiração e violação de direitos civis por conexões com o assassinato de um radialista judeu em 1984, diz nestas 14 palavras que é dever dos supremacistas "garantir a existencia da nossa raça e o futuro das crianças brancas".

Nas inscrições, também há referências diversas a massacres de muçulmanos, de ataques recentes a batalhas históricas como "Viena 1683", um combate entre forças austríaco-polonesa-alemãs e do Império Otomano naquele ano que deixou 15 mil mortos do lado.

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