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Jovem tem metade do corpo amputada após ser esmagado por empilhadeira

Uma empilhadeira caiu sobre o rapaz de 19 anos e esmagou metade do seu corpo

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Um adolescente conseguiu sobreviver após ter a metade inferior de seu corpo amputada, devido a um terrível acidente com uma empilhadeira. As informações são do jornal Mirror.

Loren Schauers, de 19 anos, estava dirigindo a máquina operacional sobre uma ponte quando a empilhadeira despencou de uma altura de 15 metros. Ele ficou preso no chão com o veículo em cima dele. Durante esse tempo, o rapaz ficou inconsciente e só lembra de olhar pra baixo e ver seu braço direito em pedaços e tudo abaixo dos quadris completamente esmagado.

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Para que houvesse uma chance de sobreviver, o jovem teve que tomar a corajosa decisão de deixar os médicos realizarem uma cirurgia de hemicorperectomia – onde tudo abaixo da cintura é amputado.

Os médicos disseram à namorada de Loren, Sabia Reiche, de 21 anos, que o rapaz não sobreviveria. Ela chegou a se “despedir” seis vezes, temendo não ver mais o namorado.

O casal estava junto há apenas 18 meses e o acidente os tornou mais próximos ainda. Eles ficaram noivos este ano (2020).

"Eu vi a empilhadeira cair em cima de mim e esmagar meu corpo. Cada profissional médico que encontro fica muito surpreso com tudo, especialmente com a história que vem junto com meus ferimentos”, diz Loren. Não foi uma escolha difícil ter metade do meu corpo amputado - foi basicamente uma escolha de viver ou morrer, realmente não foi uma escolha difícil para mim”, afirma.

Loren como operário em um canteiro de obras durante a reforma de uma ponte em setembro de 2019. Ele dirigia uma empilhadeira em uma ponte em uma rodovia fora de Wilsal, em Montana, quando os carros começaram a desrespeitar os semáforos e a avançar sobre ele.

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A pista única da ponte ficou dramaticamente estreita para Loren e, quando tentava desviar de um carro, foi muito perto da borda e caiu da ponte com a empilhadeira.

Ele tentou pular da máquina enquanto caía, mas sua perna ficou presa pelo cinto de segurança. Ele despencou amarrado à empilhadeira em uma colina íngreme, com cerca de 15 metros de altura. O veículo rolou três vezes colina abaixo antes de cair sobre o corpo do jovem.

"Quando a borda da ponte desabou e a empilhadeira começou a tombar, soltei o cinto de segurança e pulei para fora. Agora sei que foi uma ideia errada, mas era apenas lutar ou fugir. O cinto de segurança acabou enrolando em volta da minha perna quando eu pulei, então eu realmente saltei para fora e quebrei uma das minhas costelas. Tentei ficar no topo da empilhadeira o máximo que pude enquanto ela rolava e, em seguida, fui jogado da empilhadeira no final da colina quando ela finalmente parou. Eu estava consciente o tempo todo. Meus olhos estavam bem abertos e vi a empilhadeira descer e pousar em meus quadris e antebraço direito”, conta.

Segundo Sabia, Loren sobreviveu porque o chão onde a empilhadeira caiu era muito macio. A equipe da construção havia acabado de mexer no solo, o que o deixou mais macio ainda.

"Se o solo não tivesse sido mexido antes, teria sido difícil. Loren teria sido cortado ao meio e teria sangrado antes mesmo da ambulância aérea chegar lá”, diz a namorada.

Após a chegada da ambulância, Loren foi levado a um hospital em Bozeman, onde estavam seus parentes. O rapaz havia perdido completamente o antebraço e a mão direita no acidente, fraturou a clavícula e o ombro, ambos do lado direito. Ainda precisou usar um tubo respiratório por ter sofrido uma embolia pulmonar.

Segundo Loren, os médicos achavam que as extremidades inferiores poderiam ser recuperadas. “Amarram minhas veias, principalmente lá embaixo, e fizeram varreduras em meu corpo para ver em que estado ele estava. Perceberam que minha pélvis havia sido destruída completamente”, relembra.

Ele foi transferido para Seattle, em Washington, onde foi realizada uma cirurgia no seu quadril direito, genitália e coxa esquerda.

"Depois que eles também viram o estado da minha pelve, foi aí que foi considerado que eu precisaria de uma cirurgia de hemicorporectomia”, conta o rapaz. “Eles então tentaram salvar meu esperma com o meu consentimento, mas acabou não sendo viável”.

Os médicos tiraram as esperanças da família achando que Loren não ia sobreviver. Mas, após um mês, o rapaz foi transferido para um hospital em Montana para que a família pudesse visitá-lo, porém, os médicos ainda acreditavam que ele morreria.

Mas sua saúde começou a melhorar em uma velocidade incrível. A equipe médica pensava que ele ficaria no hospital por cerca de um ano e meio, mas ele precisou de apenas 3 meses para ir pra casa.

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Agora, Loren está aprendendo a ter independência e se adaptar à nova vida, como entrar em sua cadeira de rodas sem qualquer ajuda.

No início deste ano, Loren pediu a mão de Sabia e o casal de noivos planeja se casar na data de aniversário de 17 de julho, em 2021 ou 2022.

"Passarmos por isso juntos fortaleceu muitos aspectos do nosso relacionamento. Isso nos tornou muito mais gratos pelas pequenas coisas que antes tínhamos como um casal”, diz Sabia.

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