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Família diz que jovem torturado até a morte era 'isca' para atrair amigo

Segundo a família, Lucas havia saído de casa no sábado (2) para ir a um bloco de Carnaval em uma praça perto da casa onde morava.

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Divulgação

A Polícia Civil do Rio investiga a morte do adolescente Lucas Torres dos Santos, de 16 anos, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na última segunda-feira (4), corpo do jovem foi encontrado parcialmente carbonizado e com sinais de tortura na garagem de uma casa abandonada no bairro Cabuçu.

Para os familiares, Lucas foi levado como refém para atrair um amigo dele até o local. O suspeito pelo crime estaria com ciúme da relação entre a ex-namorada e o amigo de Lucas.

"Ele fez o Lucas gravar dois áudios mandando o colega dele voltar para o bloco", contou o primo da vítima, Eduardo Bernardo, em entrevista à Record TV.

Entenda o caso

Segundo a família, Lucas havia saído de casa no sábado (2) para ir a um bloco de Carnaval em uma praça perto da casa onde morava.

Depois que o jovem não voltou, familiares começaram as buscas pelo garoto. O primo, Eduardo Bernardo, contou que testemunhas disseram que o adolescente foi retirado do bloco com um golpe conhecido como “gravata”.

O suspeito, que foi reconhecido por uma testemunha, chegou à prestar depoimento na 56ª DP (Comendador Soares), mas foi liberado.

A versão da família de Lucas é corroborada pelo pai da ex-namorada do suspeito pelo crime, que preferiu não ser identificado. Segundo ele, a jovem, que também é menor de idade, manteve um relacionamento de um mês com o suspeito e, desde o término, vinha sendo perseguida por ele.

A Polícia Civil informou que a DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) abriu um inquérito para apurar a morte do jovem.

O corpo de Lucas foi enterrado na manhã desta quarta-feira (6) no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu.

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