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Aviso ensina vizinhos a lidar com o cheiro de maconha em prédio

'Comunicado foi feito com objetivo de conscientizar o usuário que sua droga, com cheiro tão forte, incomoda os vizinhos', diz síndica de condomínio em Águas Claras.

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Comunicado publicado nas áreas comuns de um prédio residencial em Águas Claras — Foto: Arquivo pessoal

A síndica de um condomínio em Águas Claras, no Distrito Federal, espalhou comunicados em todas as áreas comuns do prédio onde orienta os moradores a lidar com o cheiro de maconha na vizinhança. O aviso também foi enviado, nesta quinta-feira (7), para o grupo de Whatsapp dos proprietários e inquilinos dos apartamentos.

No texto, Denise Silva explica a diferença entre a posse e o tráfico de drogas, além de informar sobre medidas legais que podem ser tomadas por quem se sentir incomodado.

"O comunicado foi feito com o objetivo de conscientizar o usuário que sua droga, com cheiro tão forte, incomoda os vizinhos."

A síndica do Júlia Apart Residence diz que decidiu criar o documento depois que, nos últimos meses, as reclamações aumentaram. Ela conta que se inspirou em uma medida adotada por um edifício em São Paulo.

Denise ressalta que a primeira opção deve ser de negociação e de conversa para resolver o problema. "Bato na porta e aviso que estão reclamando do cheiro, e peço para não fazer isso porque o vizinho está incomodado".

Mas, se o diálogo não resolver o problema, o aviso propõe que – em casos mais graves – os moradores façam uma denúncia anônima à polícia.

"Se houver uma reclamação fundamentada [...], por conta do cheiro exalado, o caso passa a ser uma questão da administração do condomínio, com o apoio da polícia local."

Outra medida sugerida é de que os pais conversem com os filhos para ajudar na identificação de situações de risco e "atuar de forma preventiva".

'Fica o alerta'

Entre os moradores, o comunicado dividiu opiniões. Pelo aplicativo de troca de mensagens, a síndica recebeu parabéns e agradecimentos pela iniciativa.

Mas alguns donos de imóveis consideraram a atitude como uma forma de "desvalorizar o condomínio", disse Denise ao G1. A administradora afirma que, de toda forma, o comunicado será mantido e "fica o alerta".

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