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Perseguição: Marcelinho leva camisa do Corinthians a Bolsonaro e é demitido

Marcelinho ao lado de Bolsonaro vestidos com a camisa corinthiana

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Divulgação

O ex-jogador Marcelinho Carioca se reuniu na última quarta-feira, 29, com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto em Brasília. No encontro, ambos usavam a nova camisa do Corinthians, clube do qual o ex-jogador é ídolo e rival do Palmeiras, o time do coração de Bolsonaro.

Mas, o encontro virou um dos assuntos mais comentados das redes sociais, com inúmeros protestos, inclusive de outro histórico jogador alvinegro, o comentarista Walter Casagrande. Marcelinho acabou perdendo um patrocínio diante da repercussão negativa.

“Nação corintiana, aqui o nosso presidente, Jair Messias Bolsonaro, com a camisa do Coringão. Isso é democracia, isso é defender a MP do Futebol, isso é valorizar o futebol feminino”, afirmou Marcelinho, no vídeo que rapidamente viralizou. “É palmeirense, mas ele quer que todos os clubes tenham a liberdade para fazer os seus jogos, poder trazer os craques de futebol de volta ao nosso país e abrilhantar o futebol”, completou Marcelinho, que já foi candidato a deputado estadual pelo PT e fez elogios públicos ao ex-presidente Lula no passado.

Casagrande, que ao lado de Sócrates foi um dos líderes da Democracia Corintiana na década de 80, condenou a postura de Marcelinho, sem citar nomes. O hoje comentarista da Rede Globo é um crítico recorrente do governo Bolsonaro.

O encontro também gerou constrangimento na diretoria do Corinthians e no banco BMG, seu patrocinador. O clube se apressou em dizer que não tinha qualquer relação com o encontro.

O presidente do clube, Andrés Sanchez, ex-deputado federal pelo PT, afirmou que “Marcelinho não é contratado nem funcionário do Corinthians. Como cidadão, faz o que bem entende”. O ex-jogador, no entanto, era embaixador de uma parceria entre o Corinthians e o banco BMG, patrocinador master do clube. No Twitter, a hashtag #VergonhaBMG entrou entre os assuntos mais comentados do Twitter.

Por meio de nota o BMG "esclarece que é apenas patrocinador e parceiro do Sport Club Corinthians Paulista, não tendo nenhuma responsabilidade por ação isolada de terceiros envolvendo a marca da instituição”. Disse ainda que Marcelinho Carioca era embaixador remunerado da campanha Feito de Responsa, não porta-voz do banco, e que o vínculo foi encerrado após o episódio desta quarta. 

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